sexta-feira, 20 de maio de 2011

QUEM QUER BRINCAR PÕE O DEDO AQUI!
FASE II - Professora Josiane Biagio
Nas brincadeiras a criança aprende conceitos, relaciona ideias, desenvolve a expressão oral e corporal... Brincar proporciona contribuições indiscutíveis para o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional da criança.
Para brincar a criança precisa:
  • Aprender e seguir as regras dos jogos e brincadeiras;
  • Saber conviver com os amigos;
  • Aprender a lidar com as frustrações;
  • Desenvolver categorias de pensamento;
  • Conhecer-se como corpo que anda, corre, salta...
  • Para saber mais:
    FONTANA & CRUZ. A brincadeira e o desenho da criança. In: _______. Psicologia e trabalho pedagógico. São Paulo: Atual, 1997.
    VYGOTSKY, L.S.  O papel do brinquedo no desenvolvimento. In: _______. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Um momento - foi o que as mães receberam de presente dos seus filhos no dia das mães na Unidade de Educação Infantil do Colégio Antares. Compartilharam o lanche delicioso de um piquenique e conversaram os seus sentimentos, sentiram suas vidas, viveram o instante único, singular, em que ficaram a sós com os seus filhos. E elas leram para eles belas histórias conhecidas delas, deslumbrantes para eles. Tornaram-se cúmplices do engrandecimento daquele momento que jamais se repetirá na história de suas vidas: o do Dia das Mães de 2011.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dia das Mães

Amor, proteção, paixão
Sentimentos de “estranheza”
“malvadeza” do coração?
Ora chora de alegria
Ora ri de emoção.
Permite a liberdade ao ser amado
Sob olhar e atenção.
Se vai pousar, meu filhote
Que seja na minha mão.
Conflito de pensamento,
Incertezas ou intuição?
Um querer bem. Bem pertinho!
Doce e amarga provação.
É assim todo dia, ser Mãe.
Não há descanso nisso, não!
Porque Mãe é desse jeito,
Se apaixona e ama com dedicação.
Homenagem da FAEC - Colégio Antares

maio - 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

BANDEIRINHAS


Na Fase I estamos desenvolvendo o projeto Bandeirinhas: um passeio pela vida e obra de Alfredo Volpi. Cada dia leio para as crianças um pouco da biografia de Volpi, e conto fatos curiosos da sua vida. Assim elas aprendem a olhar para além do nome do artista, e se interessam tanto pelo ser humano quanto pelas suas criações. Isto está possibilitando aos alunos um riquíssimo conhecimento sobre a vida e obra de Volpi.
No nosso mural há várias fotos de Volpi e de suas obras. A leitura das legendas das fotos enriquece a linguagem oral e escrita das crianças e amplia o seu vocabulário.
O projeto também promove diferentes oportunidades para aprender, entre outras coisas, sobre as cores e as formas a partir da observação e análise de obras de Volpi, previamente selecionadas para esse fim.
Além disso, tenho feito intervenções constantes para que as crianças aprendam e aprimorem procedimentos de manuseio do pincel, do uso das tintas...
Eu fiz um modelo de pintura com um recorte do quadro A grande fachada festiva. Uma espécie de “zoom”. A partir desse modelo alunos fizeram uma atividade com tinta vermelha, que teve como objetivo pintar observando a direção das pinceladas e compará-las.


 
Esta proposta exigiu das crianças um alto nível de atenção voluntária, além de precisão no manuseio do pincel e na dosagem do volume de tinta. Um grande e envolvente desafio!

Profa. Giselle Roseni

Fotos publicadas com a autorização dos pais dos alunos

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Só mais um beijinho...

Chegar pela primeira vez num lugar novo, com caras novas, não é fácil para ninguém, muito menos para as crianças. Conhecer esse lugar, torná-lo próprio, chegar a desfrutá-lo é um processo lento e singular de cada criança. Sabemos o quanto é difícil despedir-se, seja da família ou de um amigo querido, seja por um período curto ou longo. Despedir-se pode ser sofrido para qualquer pessoa. Despedidas emocionadas, então, muito duradouras, tanto por parte das crianças como dos adultos, são um prato cheio para dificultar a entrada delas na escola.
Muitas vezes, na hora da despedida, as crianças pedem ‘só mais um beijinho’. E como não resistir a tentação?  De fato, para alguns o derradeiro beijo é suficiente, mas na maioria das vezes não o é.  É uma última tentativa de enlaçar o pescoço e agarrar-se ao corpo do pai ou da mãe, e então, adulto e criança, ficam com os olhos marejados.
Para ajudar neste processo podemos lembrar que a despedida encerra um momento, para que outro se inicie. Na escola, as crianças se confortam no reencontro com as professoras, com os colegas, com os brinquedos queridos. É quase imediata a vontade de se permitir experimentar, explorar, e elas sabem bem que há momentos que só acontecem na escola. Abreviar a despedida é, portanto, uma maneira de favorecer este reencontro.
Por isso, ressaltamos a importância de os pais colaborarem dando de fato “só mais um beijinho” e seguirem seu caminho, com a certeza de que seu filho estará amparado, seguro e desfrutando de atividades especialmente planejadas para ele.
Não  estranhem se, repentinamente, escutarem de seu filho um sonoro: “Mãe, hoje eu vou sozinho pra minha sala, tá?” As crianças estão sempre nos surpreendendo e prontas para enfrentar novos desafios. Agora, será que vocês já estão preparados?
Regina, Luiza e Juliana - Professoras de Grupo 1 - Escola da Vila -São Paulo-SP
___________________________

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Projeto de Estudo - Ciências

PROJETO CRI-CRI
FASE III  - Professora Sueli Sertório

Muitas informações são trazidas pela professora e também pelas crianças em forma de “Você Sabia?”. Essas informações vão compondo o repertório de conhecimentos da criança sobre o tema estudado.
No caso da FASE III, os GRILOS!


Confrontar o conteúdo da pasta de textos com os resultados das investigações em livros, na internet ou em observações, possibilita ampliar o quadro inicial da pesquisa, que só contava com hipóteses pessoais das crianças.

As crianças realizam pesquisas em imagens. Para isso, recebem uma grande variedade de material informativo previamente selecionado pela professora, tais como enciclopédias, manuais científicos, fotos, revistas científicas etc.


A leitura de imagens é um procedimento que permite que as crianças realizem pesquisas com certa independência da professora. Elas próprias encontram informações relevantes para o estudo que está sendo desenvolvido.


O laboratório de informática é um dos recursos fundamentais para desenvolvimento das pesquisas. No laboratório foi possível ouvir a estridulação, som que somente o grilo macho produz ao esfregar as asas.


A lupa auxiliou numa observação mais detalhada do corpo: contar as pernas, perceber a presença dos olhos e de surpreendentes pontos pretos pelo corpo. Essas observações despertaram outras perguntas que demandaram mais pesquisas.


Para observar com a lupa vários alunos trouxeram grilos. A variedade de cores dos grilos chamou a atenção das crianças, colocando em discussão a hipótese inicial de que só havia grilos verdes.


Para modelar grilos usando massa de biscuit, as crianças precisaram lançar mão não apenas da criatividade, como também do seu conhecimento sobre as partes do corpo do grilo: o número de pernas, de asas, de antenas...


Alguns grilos modelados pelas crianças em massa de biscuit ficaram expostos em uma mesa, logo na entrada da escola. Outros, em floreiras. Todas as turmas da Unidade de Educação Infantil foram conhecer os grilos. A exposição foi um sucesso!


Um dos alunos trouxe para a sala de aula um bichinho de estimação: um grilo! Aprendeu que os chineses criam grilos como animais de estimação. Por que, então, ele não pode criar o seu?



Coordenação pedagógica: Valéria Braidotti
__________________________________________

domingo, 13 de março de 2011

O ensino de Artes Visuais na Educação Infantil

É um engano comum acreditar que apenas o trabalho espontâneo com desenho e pintura, ou o ensino de técnicas artísticas por si só, promove a aprendizagem das Artes Visuais e o desenvolvimento da criança. É por isso que, tradicionalmente, atrelado a este engano, sempre encontramos crianças às voltas com tintas e pincéis nas escolas de Educação Infantil.

Segundo Eisner (2008:85), "há quatro coisas principais que as pessoas fazem com a arte. Elas a fazem. Elas as vêem. Elas entendem o lugar da arte na cultura, através dos tempos. Elas fazem julgamentos sobre suas qualidades". Além disso, [...] “as artes envolvem aspectos estéticos que estão relacionados à educação da visão, ao saboreio das imagens, à leitura do mundo em termos de cores, formas e espaço; e propiciam ao sujeito construir a sua interpretação do mundo, pensar sobre as artes e por meio das artes".

O fazer artístico evolui significativamente quando a escola trabalha, por exemplo, os desenhos que os alunos produzem, e os produzidos no meio sócio-cultural, num processo contínuo de mediação em que a criança tem oportunidade de refletir sobre o papel da Arte na sociedade e na cultura. Quando a criança aprende sobre Arte, e conhece o que se observa numa obra de arte, então ela é capaz de compreender a relação do espectador com a produção artística. Quem faz essa mediação é a escola. E não é preciso esperar até o Ensino Fundamental ou Médio para que essa aprendizagem ocorra. Ela começa na Educação Infantil. 
Por esta razão, e porque nos orientamos por uma perspectiva Histórico-Cultural de aprendizagem e desenvolvimento, é que, na Educação Infantil do Colégio Antares, o trabalho com Artes Visuais está ancorado em três grandes eixos:

a.      HISTÓRIA DA ARTE – O papel da arte na sociedade e na cultura
b.      APRECIAÇÃO – relação do espectador com a produção artística
c.       PRODUÇÃO – O fazer artístico
Fotos publicadas com a autorização dos pais do aluno.


Para saber mais:

CAVALCANTI, Zélia. Arte na sala de aula. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
FONTANA & CRUZ. Psicologia e trabalho pedagógico. São Paulo: Atual, 1997.
VYGOTSKY, L. S. Psicologia da arte. São Paulo, Martins Fontes, 2001.